JC Educação, Educa e Bett Brasil debatem o futuro seguro nas escolas
A transformação digital na rotina das famílias e nas escolas trouxe não apenas ferramentas inovadoras de ensino, mas desafios complexos que exigiram respostas rápidas de educadores e especialistas na área de segurança.
Para debater esse cenário, a quarta edição do JC Educação promoveu, nesta quarta-feira (19), o seminário "Cyberbullying, IA e Crimes Digitais". A iniciativa consolidou uma parceria com a Bett Brasil – maior evento de inovação e tecnologia para a educação da América Latina – e contou com o apoio da Educa, da Jornada Bett e da Prefeitura do Recife.
O encontro presencial aconteceu no Auditório Graça Araújo, no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação, e integrou a programação da Jornada Bett Nordeste, que teve sequência no Expo Center Recife.
O time de palestrantes incluiu Carla Alexandre, PhD em Educação Tecnológica e gestora de Soluções Educacionais no CESAR/Porto Digital; Mayara Thais de Castro, policial federal (DELECIBER/DRPJ/SR/PF/PE) e instrutora do Programa Guardiões da Infância; Jaime Ribeiro, escritor, especialista em inteligência artificial e CEO da Educa; e Adriana Martinelli, diretora de conteúdo da Bett Brasil.
A mediação do painel foi feita por Mirella Araújo, titular da coluna JC Educação, que reforçou a necessidade de discutir prevenção, enfrentamento ao cyberbullying e o uso responsável da IA.
O crescimento exponencial do acesso às telas e a integração da Inteligência Artificial (IA) no cotidiano dos estudantes acenderam um alerta constante. Preparar o aluno exigiu mais do que o desenvolvimento intelectual; demandou um forte trabalho de habilidades socioemocionais para lidar com as interações do mundo hiperconectado.
O debate ocorreu em um momento crucial para a legislação brasileira, que vinha fechando o cerco contra a impunidade na internet. A sociedade acompanhou o avanço de marcos regulatórios fundamentais, a exemplo da "Lei Felca" (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente - Lei nº 15.211/2025). A norma englobou a proteção de menores de 18 anos em ambientes virtuais, criando mecanismos de verificação e cobrando responsabilidade direta das plataformas digitais e desenvolvedores.
Somado a isso, a vigência da Lei 14.811/2024 incluiu oficialmente o bullying e o cyberbullying no Código Penal brasileiro. Com as novas regras, a intimidação sistemática virtual deixou de ser apenas um desvio de conduta para se tornar crime. As escolas, portanto, ganharam uma responsabilidade redobrada na mediação e prevenção desses conflitos.
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