1º dia de Bett Show

Redação Bett na Bett Show em Londres

 

Do alto rendimento ao bem-estar, Bett UK mostra tecnologias em prol da educação

O primeiro dia da Bett Show, em Londres, apontou tendências e mostrou como as tecnologias podem dar suporte a escolas e professores, sendo colocadas à serviço do aprendizado. Os efeitos da pandemia ainda são sentidos, mas há um esforço global para que o desenvolvimento dos estudantes seja cada vez maior.

Aproveitar o interesse dos jovens no e-sport tem sido uma estratégia de algumas escolas britânicas. Ao reconhecer que muitos mais passaram a jogar online durante a pandemia, o colégio Queen Mary resolveu criar uma disciplina sobre o tema. “Não se trata de ficar cinco horas por semana jogando - para a decepção de muitos dos meus alunos. É para entender o negócio, a indústria, preparar carreiras na área da tecnologia, mas usando algo que os alunos têm uma paixão”, explicou James Murison, diretor de Learning and E-sports da instituição, que montou uma sala especial para a disciplina, em parceria com a Lenovo. A Lenovo é um dos expositores de Londres que marcará presença também na Bett Brasil.

Segundo Murison, um terço dos alunos da escola optou por percursos educativos que envolvem a área Stem (sigla em inglês Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Muitas vezes, as instituições incluem também as Artes nessa sigla, criando então a abordagem Steam.Kate Swanborg, vice-presidente de comunicação e estratégia da DreamWorks. Em uma palestra no maior auditório do evento, ela contou que a tecnologia em si é secundária, que as pessoas podem ir aprendendo ao longo do tempo. “Quando eu comecei a trabalhar, usava pager”, lembrou. 

Preparar para o mundo Steam é mais sobre o desejo de tentar resolver um desafio, ver o resultado de suas ações. “Quando me perguntam qual é o software que eu tenho que saber para trabalhar na DreamWorks, eu respondo: o que mais importa é a paixão”. 

Às vezes, contudo, além de desenvolver os interesses, é preciso recuperar aprendizagens. Depois de períodos de confinamento e distância da escola, o engajamento dos alunos com a leitura diminuiu, notou a professora Harriet Croydon, que é também diretora assistente da escola Colchester, um colégio privado na Inglaterra. Para ajudar os professores a avançar com as aprendizagens, ela tem adotado uma ferramenta da Microsoft que usa Inteligência Artificial. “O sistema identifica o que foi mal pronunciado. Mostra não só o individual, mas os problemas comuns à classe. Isso tira uma grande carga de trabalho dos professores”, garantiu ela numa palestra. 

Basta que as crianças leiam em voz alta um texto que o Reading Progress analisa a leitura e passa um relatório para os professores. O professor consegue perceber como intervir e pode criar estratégias específicas. Para Harriete, além de melhorar o aprendizado, a tecnologia promove a autoestima: “Alguns alunos não tinham confiança para ler em voz alta na frente da turma e hoje levantam as mãos”, relata. Quem tiver interesse na solução, que também está disponível em português, pode conhecer mais detalhes no stand da Microsoft na Bett Brasil. 

 

Brasil em destaque


Entre os palestrantes do dia, Vitor de Angelo, presidente do Consed (Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação) e secretário de educação do Espírito Santo, representou o Brasil. Ele falou sobre as dificuldades que o país enfrentou em termos de infraestrutura quando a pandemia começou. “O acesso à internet nas residências era crescente, mas na classe D, ainda estava abaixo dos 40%. Essas pessoas estavam excluídas”, afirmou. 

Apesar das dificuldades, Angelo vê que a emergência do covid-19 representa hoje  uma oportunidade de mais equidade para o Brasil. “Temos de incorporar cada vez mais a tecnologia em larga escala. O fato é que a pandemia, ao criar uma necessidade, nos impulsionou nessa direção”, disse. 

Além de Angelo, que veio palestrar, o Brasil conta com uma delegação de quase 100 participantes na Bett UK. São pessoas de empresas, escolas particulares e sistema público, todos com o objetivo de levar o que há de melhor para a educação brasileira. “A tendência que vejo na Bett este ano é usar a tecnologia como suporte - para professores, gestores, família, alunos. A tecnologia deixou de ser protagonista: ela está nos bastidores para ajudar a dar protagonismo aos estudantes”, comentou André Guadalupe, diretor do colégio Planck, em São José dos Campos, que veio pela segunda vez a uma edição da Bett em Londres. 


"Este conteúdo é oferecido pela ação Brought to You by Red Balloon In School em parceria com a Bett Brasil. As inscrições para o congresso e credenciamento para visitar a Bett Brasil 2022 já estão abertas. Outras novidades serão apresentadas até a data do evento, e serão anunciadas em seu site brasil.bettshow.com e redes sociais oficiais @bettbrasil."

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