Acolhimento, escuta e saúde mental: como pode ser a escola que sente

Autor convidado: Educador 21

O conceito de “escola que sente” é o carro-chefe do LIV (Laboratório de Inteligência de Vida) desde a sua criação, em 2018. Reforçando a importância da educação socioemocional para o fortalecimento de relações e aprendizados, o programa defende a criação de espaços de escuta nas escolas, que deixam de ser apenas locais para transmissão de conhecimento para passar a ser um ponto de referência para a preparação dos alunos para a vida.

O diretor e criador do LIV, Caio Lo Bianco, e a psicanalista Vera Iaconelli conduziram um debate no Congresso Bett Brasil 2022 que quebrou paradigmas ao falar tão abertamente inclusive sobre o suicídio — tema considerado tabu até bem pouco tempo. O painel “Saúde mental e prevenção do suicídio: Qual o papel da escola?” ainda abordou várias outras questões questões que estão em alta neste momento de retorno presencial das escolas.

Segundo Caio Lo Bianco, um dos pontos críticos da adolescência — a falta de diálogo a respeito de afetos e sentimentos — acabou agravado pelo isolamento social causado pela pandemia. Por isso, o especialista acredita que nunca foi tão importante criar espaços de fala e escuta nas escolas para entender as possíveis mudanças de comportamento e como lidar com isso. “Não encontrar na escola um lugar onde possa falar sobre os sentimentos, onde podemos nos reconhecer no outro é o que acaba por criar uma falsa ideia de que aquilo que estamos passando é só nosso”, explicou o diretor do LIV.

Os avanços das pesquisas em educação e psicologia mostram, hoje me dia, que a relação entre sentir e arender é essencial para a escola se adaptar aos desafios do século 21, e que a valorização apenas dos conteúdos acadêmicos já não é suficiente para atender as demandas dos pais. A OMS (Organização Mundial de Saúde) alerta, inclusive, que não abordar condições de saúde mental dos adolescentes causa prejuízos que podem afetar até suas futuras oportunidades profissionais.

Vera Iaconelli explicou que saúde mental não significa ausência de sofrimento. A psicanalista também admitiu que optar pelo caminho da fala e da escuta é o mais trabalhoso, mas afirmou que é o único caminho que possibilita que o jovem reconheça que as questões que está enfrentando são comuns a outros joevns. “Sofrimento não é doença. Mas quando os desafios da vida levam o sujeito a não conseguir maturar esse sofrimento, entrando em um nível de adoecimento, aí já podemos pensar em uma questão de saúde mental”, pontuou.

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