21 jan 2021

Gestão escolar também precisa se atualizar para acompanhar as exigências educacionais antecipadas pela pandemia

Gestão escolar também precisa se atualizar para acompanhar as exigências educacionais antecipadas pela pandemia
Escola foto criado por freepik - br.freepik.com

Os desafios de oferecer uma educação com qualidade permeavam nosso dia a dia muito antes da pandemia da Covid-19. Em um mundo que está em constante evolução, com crescimentos exponenciais nas áreas de tecnologia e acesso à informação, grandes potências mundiais já estão muito à frente no quesito de inovação na área educacional. No Brasil, enfrentamos dificuldades não só de desigualdade de acesso, mas de prioridades quanto às formas de ensinar, aprender e capacitar. 

Com a paralisação das aulas presenciais, as redes de ensino, tanto públicas como privadas, precisaram se adaptar. Cada uma a seu modo, utilizando os recursos que tinham nas mãos, gestores tiveram que analisar políticas, metodologias e infraestrutura para atender todos os estudantes e ainda preparar os profissionais de ensino para essa nova realidade.

Realidade essa que exigiu flexibilidade, desenvolvimento socioemocional, adaptação e muita resiliência.

A partir desse momento, é necessário olhar para 2020 como um ano de reflexão, de busca por melhorias e de abertura de olhares para as demandas que o presente está exigindo. Pois o futuro da educação já começou.

Gestores e mantenedores precisam ter clareza sobre o contexto em que estão e para onde querem caminhar. É a hora de colocar a mão na massa, olhar para dentro da escola para e testar cada hipótese na prática. Os professores, grandes mestres e apoiadores nesse período de pandemia, precisam ser capacitados e formados. Os alunos precisam ser avaliados de forma coerente e correspondente à atual realidade de ensino remoto, em um momento que o afastamento social afetou de forma significativa a aprendizagem.

É fundamental reconhecer que o aprendizado dos alunos em 2020 foi muito além de suas capacidades cognitivas, das disciplinas e matérias conteudistas obrigatórias. Os estudantes que enfrentaram o ensino a distância durante a pandemia desenvolveram foco socioemocional, autorregulação e autocontrole para lidar com as adversidades, habilidades exigidas no século XXI que já fazem parte das diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

As escolas que mantiveram vivas a aproximação com os familiares perceberam esse aprendizado. O professor teve maior protagonismo para inovar nas aulas remotas, enquanto o estudante teve maior protagonismo para organizar seus próprios estudos. O olhar das instituições de ensino precisa ser direcionado para diagnosticar as principais dificuldades deste ano atípico e tirar soluções estratégicas para melhorias no curto, médio e longo prazo.

Em 2021, recursos precisam seguir e priorizar a solução das dificuldades, formar lideranças, personalizar a aprendizagem e a capacitação. É preciso entender que os educadores também estão cansados e o trabalho em parceria, de forma colaborativa, gera benefícios para todos. A empatia entre secretarias, gestores, profissionais, alunos e famílias, precisa acontecer constantemente.

A escola existe para formar pessoas, ensinar crianças e adolescentes, e esse trabalho precisa priorizar o pedagógico. Quando as políticas públicas são bem feitas, é possível estar preparado para qualquer tipo de situação. O ensino agora está na casa dos alunos, e mesmo com a retomada das aulas presenciais e o pós-pandemia, essa aprendizagem ainda precisa acontecer fora dos muros da escola.

Esse cenário propiciou uma revolução na forma de educar, antecipando necessidades já observadas anteriormente e que foram fortalecidas. Daqui em diante, é papel de quem está chegando em cada gestão, prefeituras e secretarias de educação a elaborar essas estratégias e definir as prioridades de acordo com a realidade de cada rede de ensino.

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