12 mai 2022

Inovação no ensino superior entra na pauta do Fórum de Gestores

Inovação no ensino superior entra na pauta do Fórum de Gestores

Para a diretora de Desenvolvimento em Educação da Microsoft Brasil & Latam, Vera Cabral, o grande aprendizado do período de ensino remoto da pandemia é que a educação pode ser mediada por tecnologia, e que o uso de ferramentas tecnológicas no setor veio, sim, para mudar processos. Vera Cabral mediou o painel “Inovação no ensino superior” no segundo dia do Fórum de Gestores da Bett Brasil 2022. 

“Fica muito claro que essa experiência que tivemos ao longo da pandemia nos fez perceber que existem outras possibilidades, e que isso leva a uma reorganização daquilo que entendemos como processo de ensino e aprendizagem. Que, mais do que tardiamente, conseguimos sistematizar essa forma de inovar e de trabalhar em dimensões diferentes. Ninguém tem fórmula; os ambientes são múltiplos, as possibilidades são múltiplas”, disse Vera Cabral.

A executiva da multinacional de tecnologia Microsoft, parceira global dos eventos Bett, recebeu para a discussão sobre o tema o educador Celso Niskier, diretor-presidente da ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior) e reitor na Unicarioca, e o diretor nacional de Ensino da Yduqs, Flavio Murilo Gouvêa. Os palestrantes trouxeram suas experiências para compartilhar com os gestores presentes, e o ponto de convergência em suas falas foi que a pandemia foi o acelerador de uma evolução tecnológica e metodológica no ensino superior.

“A atitude do gestor deve ser de errar rápido. Testem. Visitem a arena de startups da Bett e conheçam od produtos tecnológicos desenvolvidos para o setor e testem o que pode fazer sentido para os seus alunos. Só assim também as instituições poderão se apropriar de novos modelos, e modelos próprios”, aconselhou Niskier, que fez uma apresentação do modelo de quadrantes híbridos criado pela ABMES,  que foi aplicado com sucesso na Unicarioca.

“Não dá mais para o aluno que assistia às aulas remotas na pandemia voltar a se deslocar para assistir à mesma aula que poderia ainda ser remota”, ressaltou o educador, frisando que o papel da universidade agora é o de reengajar o aluno nos momentos definidos pelo modelo de quadrantes como presencial síncrono, reservado à prática de sala de aula.

Flavio Murilo destacou o crescimento, que ele chamou de “avassalador”, da procura pelos cursos da área de Saúde. O gestor também compartilhou algumas experiências sobre a migração do portfólio da Yduqs, afirmando que a revolução tecnológica e metodológica é mais do que necessária no ensino superior, dada a sua proximidade com o mercado de trabalho e as necessidades atuais da preparação dos novos profissionais para o novo mundo que estamos vendo surgir.

“Nós temos tentado oferecer uma visão que se conecta com essa migração de portfólio dos cursos de maior complexidade. Temos, cada vez mais, trazido o que chamamos de eventos portadores de futuro para a realidade da universidade. temos uma clínica de saúde dentro do campus universitário, por exemplo. Temos as chamadas agências experimentais da economia criativa e do núcleo de pratica jurídica. São elementos para que o aluno se projete no seu futuro, e quando falamos de inovação, oferecemos também uma fluência digital que vai permitir a condução do seu aprendizado ao longo da vida. E aí não importa qual a carreira, nem a função”, disse Flavio Murilo Gouvêa
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