Secretário de Educação de SP apresenta estratégias da educação pública paulista em evento global de educação e tecnologia
A educação brasileira foi destaque no primeiro dia da Bett Show UK, maior evento global de educação e tecnologia, com a palestra do secretário de Educação do Estado de São Paulo, Renato Feder, no painel “Public education in the state of São Paulo: strategy, indicators and innovation”. A apresentação da sessão foi feita pela diretora-geral da Bett Brasil, Claudia Valério.
“O Brasil é um país muito grande e enfrenta desafios significativos. Mas há experiência de sucesso ao redor do país”, disse Claudia, lembrando que o estado de São Paulo é o maior sistema de ensino da América Latina. São 5 mil escolas e 3 milhões de estudantes.
Em sua fala, Feder relatou que a primeira coisa que a secretaria faz é apoiar as escolas. “A gente pensa: como pode ajudar cada sala de aula?”, contou. Além de apoiar, a gestão também monitora se a escola está melhorando. “Apoiar e monitorar é o nosso segredo”, afirmou.

Diretora-geral da Bett Brasil moderou painel com o secretário de Educação de SP na Bett UK. Foto: Bett Brasil.
O professor em sala de aula pode receber esse apoio de muitas maneiras. Livro físico, powerpoint, formação continuada, prova bimestral já elaborada e até a lição de casa. “Se o professor de história do Brasil termina uma lição sobre Getúlio Vargas, por exemplo, é só apertar um botão e todo mundo recebe a lição de casa”, explicou Feder.
Depois, há vários parâmetros monitorados, desde a frequência às aulas, passando pela participação dos docentes nas formações, até o número de horas que os alunos usam diariamente as ferramentas tecnológicas. E tem mais por vir: “A partir deste ano, vamos também mandar pessoas até as escolas para checar como anda a manutenção: banheiros, a cozinha, a comida das crianças”, informou.
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Mesmo a frequência discente, que pode parecer um parâmetro muito básico, é essencial para se medir a melhora da escola. “Se a escola é ruim, os estudantes faltam mais. A rede já teve absenteísmo altos, mas fechamos o último semestre com 89% de presença. São 300 mil alunos a mais a cada dia”, disse o secretário.

Renato Feder destacou como gestão, dados e inovação têm sido combinados para fortalecer a educação pública paulista. Foto: Bett Brasil
Além do trabalho de apoio e monitoramento para toda a rede, há projetos específicos para diferentes etapas. Feder contou sobre o Programa Alfabetiza, inspirado na experiência positiva do Ceará, em que o estado faz parcerias com as secretarias municipais de educação. Falou ainda sobre a ampliação do ensino profissional, que passou de 30 mil para 200 mil matriculados. “Esse é um divisor de águas; o ensino profissional é imprescindível para o ensino médio”, disse.
Outra das inovações da rede é o Provão Paulista. O estudante faz a prova dentro da sua própria escola, num dia de semana e pode conseguir uma vaga em alguma das principais faculdades públicas do estado, USP, Unicamp, Unesp e Fatecs. “A gente começa a ver os estudantes com ambição, estudando mais, pela primeira vez aspirando a entrar na universidade”, afirmou Feder.
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