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Censo Escolar 2025: reprovação e abandono no ensino médio da rede pública caem mais de 60% em três anos

Redação Bett Blog
Censo Escolar 2025: reprovação e abandono no ensino médio da rede pública caem mais de 60% em três anos
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Levantamento do Inep mostra melhora nos indicadores de rendimento entre 2022 e 2025, com aumento da aprovação e redução do atraso escolar

Os estudantes do ensino médio da rede pública brasileira apresentaram melhora nos principais indicadores de rendimento escolar entre 2022 e 2025. A taxa de reprovação caiu 62% no período, enquanto o abandono escolar recuou 61% e o atraso escolar diminuiu 28%.

Ao mesmo tempo, a taxa de aprovação cresceu 11%, indicando que mais jovens concluíram essa etapa da educação básica no tempo regular. Os dados são da segunda etapa do Censo Escolar 2025, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

De acordo com o ministro da Educação, Leonardo Barchini, os resultados refletem uma combinação de políticas públicas voltadas tanto à permanência quanto à melhoria das condições de oferta da educação básica. “O cenário reflete uma combinação de políticas públicas voltadas à permanência, à aprendizagem e ao aprimoramento das condições de oferta da educação básica. Observamos, ainda, melhoria simultânea nos indicadores de abandono, repetência e atraso escolar no Brasil”, afirmou.

Mais estudantes permanecem na escola

Os dados também mostram avanço na permanência dos estudantes no ensino médio. Entre 2022 e 2025, a taxa de não retorno à etapa caiu 28%, indicando que mais jovens seguiram matriculados de um ano para o outro.

Segundo o presidente do Inep, Manuel Palacios, caso esse indicador tivesse permanecido no patamar de 2022, o país teria quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio em 2025. "Um número muito grande de jovens, que poderia estar fora da escola, seguiu estudando", destacou.

Entre as iniciativas apontadas pelo MEC para esse resultado está o Pé-de-Meia, que já beneficiou 7,2 milhões de estudantes. O programa oferece incentivos financeiros para alunos que mantêm frequência escolar, são aprovados, concluem o ensino médio e participam do Enem. Para Barchini, trata-se de uma política voltada à redução das desigualdades educacionais e ao fortalecimento da permanência escolar.

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Avanços em diferentes etapas da educação básica

O MEC também relaciona a melhora do ensino médio aos avanços registrados em outras etapas da educação básica. Um dos destaques é o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, que contribuiu para elevar o índice de alfabetização de crianças de 36%, em 2021, para 66%, em 2025. A avaliação da pasta é que o fortalecimento da aprendizagem nos anos iniciais tende a produzir impactos positivos ao longo da trajetória escolar.

Outro indicador apresentado foi a expansão da educação em tempo integral. O percentual de matrículas nessa modalidade passou de 15,1%, em 2021, para 25,8%, em 2025, alcançando 8,8 milhões de estudantes da rede pública. No período, mais de 1,8 milhão de novas matrículas foram fomentadas, permitindo que a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), de atender um em cada quatro estudantes nessa modalidade, fosse alcançada pela primeira vez.

Na infraestrutura escolar, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas ampliou em 43,7% o número de escolas com conexão voltada para fins pedagógicos, passando de 66,8 mil unidades em 2023 para 100 mil em 2026. A iniciativa beneficia cerca de 24 milhões de estudantes e busca ampliar o acesso a recursos digitais para o processo de ensino e aprendizagem.

Enem amplia papel na avaliação do ensino médio

O Exame Nacional do Ensino Médio também passou por mudanças nos últimos anos. Além da retomada da certificação para conclusão do ensino médio e da inscrição pré-preenchida para concluintes da rede pública, o Enem passa a ser utilizado, a partir de 2026, como instrumento de avaliação da qualidade do ensino médio brasileiro, ampliando seu papel no acompanhamento das políticas educacionais e na formulação de estratégias para a etapa final da educação básica.

Fontes: Inep e Agência Brasil

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