Entre emoções, vínculos e tecnologia: o desenvolvimento integral ganha protagonismo nas escolas
Em um cenário em que ansiedade, insegurança emocional, excesso de estímulos digitais e dificuldades de convivência atravessam o cotidiano escolar, cresce entre educadores a percepção de que aprender vai muito além do desempenho acadêmico. As crianças e adolescentes precisam aprender a reconhecer emoções, construir relações saudáveis, desenvolver empatia e encontrar sentido na própria trajetória.
Esse tema foi destaque nas últimas edições Bett Brasil e nesta 31ª edição não foi diferente. A ideia de formar indivíduos emocionalmente preparados e capazes de lidar com as transformações do mundo contemporâneo aparece conectada a soluções práticas, metodologias e ferramentas que unem acolhimento emocional, tecnologia e aprendizagem significativa.
Referência em educação socioemocional, o LIV - Laboratório Inteligência de Vida, apresentou ao público seu novo ecossistema educacional, integrando as marcas LIV, Meu Mundo e Dia Lab em uma proposta que conecta aprendizagem socioemocional e competências para o mundo digital.
“Participar da Bett é sempre uma oportunidade muito rica de ouvir diferentes perspectivas, trocar experiências e fortalecer conexões com pessoas que, assim como nós, estão pensando os caminhos da educação e os desafios do presente”, afirmou Fabiana Decnop, diretora de Marketing do LIV, Meu Mundo e Dia Lab.
Segundo ela, a proposta do estande foi ir além da simples apresentação de produtos e provocar reflexões sobre o papel da tecnologia no ambiente escolar. “Pensamos um espaço capaz de mostrar que a tecnologia, quando integrada a um projeto pedagógico consistente, pode ampliar a aprendizagem e fortalecer aquilo que é mais essencial na escola: as relações humanas, o pensamento crítico e a capacidade de criar”, destacou.
O debate sobre os impactos da tecnologia na vida de crianças e adolescentes também esteve presente no Fórum de Gestores, em palestra conduzida pelo CEO do LIV, Caio Lo Bianco, ao lado da juíza e embaixadora do LIV, Vanessa Cavalieri.
Outra novidade apresentada na Bett Brasil foi a coleção Córa Educação Emocional, lançada pela Editora do Brasil para toda a Educação Básica. O material propõe o desenvolvimento de competências socioemocionais, equilíbrio emocional e convivência saudável envolvendo alunos, educadores e famílias.
“O Córa Educação Emocional - uma parceria da Editora do Brasil com o Educa - chega com uma proposta moderna, dinâmica e alinhada às necessidades atuais de alunos e educadores. Propostas como esta fortalecem o ensino e criam novas possibilidades para transformar a educação de maneira mais humana, criativa e conectada com o futuro”, explicou a gerente de Serviços Educacionais da Editora do Brasil, Renata Sanches.
Segundo ela, a iniciativa reforça o compromisso da editora com uma educação que ultrapassa a transmissão de conteúdos e trabalha valores e atitudes que impactam diretamente a formação dos estudantes.
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Na mesma direção, a EAI Educa destacou metodologias que articulam aspectos emocionais, cognitivos e relacionais para promover aprendizagens mais profundas e conectadas à vida real. A proposta inclui materiais didáticos e práticas de acompanhamento alinhadas às diretrizes do MEC e da BNCC, apoiando escolas no desenvolvimento de habilidades consideradas essenciais para o século XXI.
Durante painel no Congresso de Educação Básica, o fundador da EAI Educa, Leo Chaves, participou de um debate ao lado do historiador Leandro Karnal sobre as competências necessárias em um mundo em constante transformação.
“Quando recuso a tecnologia, recuso a ferramenta. Recusar a IA é rejeitar uma ferramenta poderosa de auxílio e inteligência. É preciso se reinventar e esse é o desafio neste momento. Não é a IA que vai nos salvar, vão ser os professores. Eles são a maior tecnologia educacional que temos”, declarou Karnal. Leo Chaves complementou ressaltando o papel humano da docência: “O poder de liderança e influência que os professores têm de exercer na sociedade é insubstituível”.
A relação entre saúde emocional e aprendizagem também apareceu de forma prática no estande da Escola da Inteligência, que apresentou o Pulso, ferramenta utilizada para check-ins emocionais semanais dos estudantes. Em uma interface simples, os alunos registram como estão se sentindo e podem relatar emoções de forma anônima, permitindo que a escola acompanhe o clima emocional das turmas e identifique possíveis situações de risco.
Segundo a gerente pedagógica da Escola da Inteligência, Rafaela Perim, a ferramenta vem transformando a maneira como as escolas acompanham o bem-estar dos estudantes. “O Pulso é uma ferramenta que transforma a emoção em estratégia. Trazer ele para a Bet em 2026 tem sido uma experiência fantástica, porque as nossas escolas parceiras já estão utilizando, então a gente consegue também demonstrar o impacto que a ferramenta já traz no dia a dia dos alunos”, explicou.
Ela afirma que a tecnologia já demonstrou impactos concretos no cotidiano escolar. “Temos depoimentos de professores dizendo que o Pulso já salvou a vida de um aluno”, relatou. A ferramenta também emite alertas em possíveis casos críticos e orienta protocolos de atuação para gestores e equipes pedagógicas.
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